|
|
|
Tive a oportunidade de ler o relatório anual de Perspectivas Agrícolas 2010-2019, que foi publicado no último dia 15 de junho, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Os números e as perspectivas são fascinantes. O Brasil terá a maior produção agrícola do mundo na próxima década. De acordo com os dados, a produção agrícola brasileira aumentará 40% neste ano de 2010 até 2019. Esse crescimento significa superioridade em relação a Rússia, Ucrânia, China e Índia, em que a perspectiva de crescimento deve registrar percentual médio superior a 20% no mesmo período.
Etanol (produção de álcool combustível) e oleoginosas são os setores que apresentarão maior destaque na agricultura brasileira, sendo as oleogionosas o “carro chefe” de exportação mundial em 2018, superando a produção dos EUA. Os dados são bastante claros, a produção brasileira deve passar dos 26% atuais da produção mundial, para 35% em 2019.
Assim, segue o meu alerta: agricultores – abram seus olhos. Neste tempo de crescimento é preciso cada vez mais aumentar a escala de produção, incrementar os rendimentos e reduzir custos e não cair numa espécie de “conformismo fatalista”. O momento é de reduzir a dependência que os agricultores têm de outros integrantes da cadeia.
E como isso é possível? Através da organização de propósitos empresariais, ou seja, sair das porteiras das propriedades. Buscar os direitos como: revisão de dívidas, prorrogação segundo a efetividade da capacidade de pagamento, restituição de valores pagos indevidamente, blindagem do patrimônio, proteção de crédito, redução de garantias, capitalização, verificação de contratos que se fazem necessários para que se busque ingredientes racionais com vistas a aproveitar o bom momento.
Então agricultores – estejam atentos, pois existe uma excessiva e crescente quantidade de instituições e pessoas que podem lhe proporcionar serviços extremamente necessários e estritamente imprescindíveis visando buscar a melhor gestão jurídica e rural com intuito de buscar todos os recursos subsidiados do governo, pagar menos impostos, vender sua produtividade e, principalmente, agregar segurança aos seus negócios.
Autor:
Eduardo Kümmel - Advogado
(07/07/2010)
|
|