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O empresário, independente do ramo que faz parte, seja ele comerciante, industriário ou produtor rural deve sempre pensar também no no futuro da sua empresa. Como tratar com a questão dos herdeiros? Quando for mais de um? Quando pequenos, como saberemos se terão aptidão para o negócio? Vale a pena manter um negócio sem herdeiros? E se ele(s) não quiser(em) assumir?
São inúmeras dúvidas pertinentes que devem ser analisadas e vários conceitos devem ser revisados. Primeiramente, cabe ao empresário estar sempre atualizado do mercado, tanto na parte comercial, como de planejamento fiscal e ganhos de recuperação tributária. Para isso, precisa estar engajado com seus funcionários, assessores e demais pessoas que fazem parte do quadro funcional da empresa, dentre elas, os entes familiares.
Nesta escala de valores e no crescimento da empresa, que na maioria das vezes toma passos longos e demorados, o sucessor esquece que poderá adoecer ou falecer, deixando a empresa sem rumo até que sejam tomadas as medidas de inventário e quem será o sucessor da mesma.
Para tanto, temos sempre que agir preventivamente, seja como forma de amenizar integralmente os custos ou para que não haja tomadas medidas rápidas e muitas vezes, erradas na questão da sucessão ou na contratação do novo sucessor.
Deve-se fazer um planejamento familiar amplo, com uma visão profissional do futuro gestor e estabelecer um conselho de administração para que haja muito diálogo, troca de idéias e de gestão na sociedade.
Enfim, entendo que a empresa é familiar pois pertence a uma família ou a maioria acionária é desta, entretanto, a visão tem que ser totalmente profissional, voltada para o mercado competitivo, onde os diretores necessitam estar bem focados e orientados para os negócios. Caso contrário, venda-a e aplique o dinheiro em investimentos rentáveis.
Autor:
Eduardo Kümmel - Advogado
(17/07/08)
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