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O casamento e a “País Telecom”  

Ronaldinho ligou para se informar sobre a operadora da “País Telecom”, sobre suas condições e atendimento para aquisição de seus serviços. Prontamente foi atendido, sendo informado dos serviços oferecidos, das promessas de bom atendimento e perfeição das linhas, dos telefones e da internet.

Por tais promessas de atendimento, Ronaldinho contratou os serviços da “País Telecom” esperançoso de que tudo desse certo, inclusive por saber que no pacote estava incluso até o “disk namoro”. O telefone foi instalado, mas as promessas não foram cumpridas: “ora telefone funcionava, ora não; ou tocava o dia inteiro pois anteriormente pertencia a um hotel (a internet não funcionava, pois a operadora havia brigado com seu provedor); ou o telefone não tinha sinal e, finalmente, ao invés de conseguir um namoro, conseguiu um casamento”.

Entretanto, como se sabe, em todo casamento existem compromissos e um deles foi a cobrança mensal, abusiva e sem dó, de valores que não foram usados. A raivosa “País Telecom”, ora rejeitada, não aceitando os termos do divórcio, tratou de requerer os bens do separando, incluindo o dinheiro não devido, ou seja, o seu crédito, ameaçou dizendo que, caso houvesse o divórcio, colocaria restrição no crédito, cortaria o meio de contato e, principalmente, tiraria o seu sono.

Para tanto, resolveu o separando ligar para a “País Telecom” ou suas irmãs, no intuito de acertar de forma amigável o litígio. Para sua surpresa a rejeitada não atendia o telefone, e quando atendia, passava para as amigas e estas para outras amigas e amigos, sem dar retorno. Para o Ronaldinho foi um caos.

Assim, numa forma desesperada de resolver o litígio e não se incomodar mais, pagou valores indevidos à rejeitada. E assim, mais uma vez, a rejeitada encontrou outro trouxa que sustentasse a mesma.

Moral da história: o contrato com a “País Telecom” é como casamento mal constituído: termina de forma judicial; a noiva não cumpre tudo aquilo que prometeu no namoro; bate no marido até este ficar desmoralizado ou estressado e, finalmente, vê o marido como um trouxa e não respeita os seus direitos, traindo com seu saldo bancário enriquecido diariamente com ex-maridos.

Fale preventivamente e não se case com a “País Telecom”!


Autor:

Eduardo Kümmel - Advogado


(10/02/09)

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